Mantenha o Equilíbrio Entre Beleza & Saúde Mental
Os cuidados com a beleza são fundamentais para manter nossa autoestima elevada, não é mesmo? Mas até que ponto o autocuidado se transforma em preocupação excessiva? Questões estéticas podem impactar profundamente nosso bem-estar mental, tanto positivamente quanto negativamente. Por isso, neste artigo, vamos explorar juntos como equilibrar essas preocupações para que sua busca por beleza não afete sua saúde mental. Está pronto para essa reflexão?
Beleza X Saúde Mental
Se sentir bem consigo mesmo e sua própria aparência é muito importante. Isso vai muito além de tomar cuidados com a alimentação, inserir na rotina as práticas de skincare ou realizar procedimentos estéticos. Beleza não é só aparência, é muito mais do que isso. É saúde mental! Por isso, hoje vamos ver como cuidar da sua beleza ao mesmo tempo que da sua saúde mental. Antes de explorar como cuidar da sua beleza enquanto cuida da sua saúde mental, vamos entender o cenário atual: por que a autoestima em geral tem estado baixa e como os cuidados com a aparência têm impactado isso?
Padrões de Beleza Irrealistas
Vivemos em uma sociedade onde os padrões de beleza dominam o mundo da mídia, em todas as redes e telas, se dissemina o corpo perfeito. Junto desses padrões irrealistas – que privilegia em geral pessoas brancas, magras, jovens… – vem a pressão estética. Essa pressão social leva muitas pessoas a tentarem se adequar, a todo custo, a esse padrão de beleza. Porém, isso afeta ainda mais a nossa autoestima, principalmente quando não estamos dentro desse “padrão”. Toda essa situação causa e agrava sentimentos de autodepreciação e comparação, algo que é preciso enfrentar.
Pressão estética e Preconceitos
Além disso tudo, a pressão estética muitas vezes vem carregada de preconceitos como o racismo e a gordofobia. Pessoas que não se enquadrem às normas sociais se tornam suscetíveis às diversas formas de preconceito e discriminação. Quando a raça e forma corporal
se encontram com os padrões irrealistas, o que geralmente acontece é a distorção de percepções. Assim, sentimentos como por exemplo insuficiência, medo de rejeição, raiva e ódio se tornam comuns a quem vivencia episódios de racismo e gordofobia.
O resultado é a desvalorização de si e redução da autoestima, o que pode levar a atitudes como fugir de situações sociais que exijam exposição. Atitudes como por exemplo, deixar de ir ou de usar biquíni na piscina por vergonha do próprio corpo, compulsão por procedimentos estéticos que mudam a aparência, e a busca infindável por aceitação social mostram o quanto essa pressão estética afeta o emocional.
Transtornos emocionais gerados
A teoria de que existe um corpo perfeito, sem manchas, ângulos perfeitos e tudo mais é irrealista, como já vimos. Porém, é esse o padrão de uma imagem corporal que
se tornou como uma regra, uma norma a ser seguida por muitos. Assim, a aparência e a validação da mesma, aos poucos, passam a ser uma condição para a felicidade, podendo causar o início transtornos alimentares, depressão, ansiedade social, baixa estima, prejuízos emocionais, etc. Quando a busca pela beleza se torna a busca pela beleza “perfeita”, que é inexistente, muitos problemas podem surgir, e as suas bagagens não são poucas.
Esse padrão de beleza pode adoecer as pessoas, já que o que é estabelecido como uma estética aceitável e desejável é incompatível com a diversidade de belezas existentes em cada pessoa de forma individual. Por isso, é crucial entender que os cuidados com a nossa pele e corpo, incluindo os procedimentos estéticos, devem ser feitos com o objetivo de fazer com que nos sintamos bem com a nossa aparência e não mudá-la a todo custo, nos transformando em alguém que não somos.
Procedimentos Estéticos com a Motivação Correta
A decisão de fazer ou não uma intervenção com fins estéticos é algo muito pessoal, e os motivos são os mais variados. O problema é quando a motivação para a mudança parte de uma pressão estética que vem de terceiros e acaba gerando a necessidade de alcançar um padrão tido como o ideal. Nesse quesito, percebe-se que essa pressão e a insatisfação constante com a própria imagem muitas vezes
leva as pessoas a buscarem intervenções estéticas, inclusive cirúrgicas, para modificar sua aparência. No Brasil, essa é uma questão preocupante, já que é líder em procedimentos estéticos, ocupando o 2º lugar no ranking de países onde a população mais realiza procedimentos, e o principal deles, são as cirurgias plásticas entre os jovens.
Mas então, será que se importar com a aparência e beleza é de todo ruim? Claro que não! Cuidados com a estética, quando vistos de forma correta, e não de forma obsessiva, podem aumentar a autoestima e autoconfiança. Como enxergar os cuidados com a beleza de forma saudável? E que práticas inserir na rotina para alcançar os benefícios que o autocuidado saudável fornece?
Autocuidado Saudável
Hábitos de autocuidado, tanto com a nossa pele quanto com o nosso corpo e rosto, podem ser muito benéficos para nossa saúde mental, quando feitos com a motivação certa: se sentir bem em seu próprio corpo e em sua própria pele.
Corporais
Por incluir cuidados e hábitos diários como uma alimentação mais saudável e atividades físicas não apenas seu corpo se tornará mais saudável, mas, como consequência o aspecto físico melhorará, dando um ar de bem tratado. Além disso, dormir bem é essencial para uma pele mais saudável e bonita, não é a toa que existe o tal do “sono da beleza”. Também, beber água é essencial para manter a hidratação corpórea e da pele em dia, então, hidrate-se bem. Para hidratação da pele, ainda pode-se incluir na rotina o uso de hidratantes corporais que trazem um sentimento de autocuidado. No artigo: “Viver bem: Tenha um Estilo de Vida Saudável”, você encontra mais dicas de cuidados para alcançar uma melhor qualidade de vida, o que inclui cuidados com a estética e saúde mental.
Cuidados com a Pele
Se aceitar e amar a si mesmo não significa que não possamos desejar mudanças ou melhorias. Cuidar de si, adotando hábitos como uma rotina de skincare, sobrancelhas feitas ou depilação, pode ser parte de um autocuidado saudável e equilibrado. Manter uma rotina de cuidados com a pele é uma ótima maneira de praticar o autocuidado, por isso, busque incluir em sua rotina passos simples. Alguns deles sendo a limpeza, hidratação e proteção solar. A limpeza retira impurezas do dia, enquanto a hidratação mantém a pele saudável e viçosa. Já a proteção solar é essencial para prevenir danos causados pelos raios UV.
Escolher tratamentos estéticos que te façam sentir confortável e bem consigo mesmo também pode ser parte de uma rotina equilibrada. O segredo é não buscar a perfeição, mas sim apreciar a jornada de cuidar de si mesmo. Além dos cuidados externos, é importante cultivar práticas que promovam o bem-estar mental. Durante os momentos de autocuidado, busque meditar e promover pensamentos que reforçam a autocompaixão e a aceitação, sem incitar sentimentos de comparação ou autodepreciação. Lembre-se sempre: você é linda(o) do jeitinho que é!
Considerações Finais – Autoaceitação: Beleza & Saúde Mental
A verdadeira beleza reside na singularidade de cada pessoa. Estabelecer metas realistas de autocuidado e beleza pode ajudar a evitar a obsessão pela aparência perfeita. Focando no que realmente importa, que é seu bem-estar, tanto físico quanto mental, você promoverá uma relação mais saudável com sua imagem.
É possível encontrar um equilíbrio entre cuidar da aparência e manter uma saúde mental positiva, garantindo que a busca pela beleza não se transforme em uma fonte de sofrimento, mas sim de amor próprio.
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